agência das Nações Unidas pode ter que reduzir a assistência alimentar por falta de verbas. até agora, apenas recebeu 41 por cento do valor necessário para responder à situação de emergência em oito países
agência das Nações Unidas pode ter que reduzir a assistência alimentar por falta de verbas. até agora, apenas recebeu 41 por cento do valor necessário para responder à situação de emergência em oito paísesO Programa alimentar Mundial (PaM) alertou esta semana que tem apenas 41 por cento dos 438 milhões de euros que precisa para alimentar pessoas em situação de crise ou emergência em oito países do sul da África. Há 45 milhões de pessoas em risco, sendo Moçambique um dos mais necessitados na atual época de escassez. as secas recorrentes, inundações e questões económicas são as principais causas apontadas para o agravar do problema, que além de Moçambique, atinge também o Zimbabwe, Zâmbia, Madagáscar, Namíbia, Lesoto, Suazilândia e Malawi. as mulheres e crianças são as mais afetadas. Segundo a diretora regional do PaM para o sul da África, a atual crise tem uma dimensão jamais vista e a situação irá piorar. Não se pode permitir uma repetição da devastação causada pelas tempestades sem precedentes do ano passado, afirmou Lola Castro, lembrando o início da temporada de ciclones. a crise de fome na região soma-se às altas taxas de desnutrição, de crescimento populacional, de desigualdade e de prevalência do vírus HIV, assim como ao aumento dos preços dos alimentos, à perda de gado em grande escala e à crescente falta de emprego. Em toda a região, as famílias comem menos, cortam o número de refeições, tiram crianças da escola, vendem seus ativos e se endividam. Neste contexto, se o PaM não receber os fundos que precisa não terá outra escolha senão diminuir o número de beneficiários, sublinhou Lola Castro, alertando ainda que a agência também não poderá expandir suas atividades de longo prazo, que são essenciais para combater a emergência da mudança climática de uma forma significativa.