Coligação tem como objetivo principal resistir aos projetos do Presidente do Brasil que preveem a abertura das áreas indígenas à mineração e exploração agrícola. Próximo passo será a recolha de apoios na Europa
Coligação tem como objetivo principal resistir aos projetos do Presidente do Brasil que preveem a abertura das áreas indígenas à mineração e exploração agrícola. Próximo passo será a recolha de apoios na EuropaDezenas de líderes indígenas brasileiros e representantes de outras comunidades da floresta encontram-se reunidos numa aldeia da amazónia brasileira para definir uma estratégia de atuação conjunta, que vai passar pela formação de uma aliança, para resistir aos projetos do Presidente Jair Bolsonaro de abrir as áreas indígenas à mineração e exploração agrícola. O encontro envolve representantes de comunidades tradicionais dedicadas a atividades sustentáveis, incluindo extração, em consonância com a aliança dos Povos da Floresta, formada pelo líder ambiental Chico Mendes, seringueiro, morto em 1988. Há mais de 30 anos, num cenário muito parecido a este, foi pensada uma grande aliança dos povos da floresta, e o cenário político era tão preocupante como o de hoje, afirmou angela Mendes, filha do falecido dirigente. Não vamos aceitar negociar os nossos territórios e as nossas vidas para resolver problemas da crise económica que não foi causada por nós, assegurou, por sua vez, Sonia Guajajara, coordenadora executiva da articulação dos Povos Indígenas do Brasil (apib), alertando que o contexto atual representa um momento dramático, quase um cenário de guerra e que os projetos de Bolsonaro prenunciam uma tragédia para os povos povos indígenas tradicionais e comunidades extrativistas. O documento final do encontro, que termina esta sexta-feira, 17 de janeiro, deverá ser levado ao Congresso brasileiro, em Brasília, pelo chefe Kayapó Raoni. O líder indígena, com idade estimada em 89 anos, espera depois procurar apoio político para a sua luta na Europa.