Enviado especial das Nações Unidas revela que os ataques a alvos civis e militares registaram «um aumento arrasador» nos últimos meses, com consequências humanitárias devastadoras
Enviado especial das Nações Unidas revela que os ataques a alvos civis e militares registaram «um aumento arrasador» nos últimos meses, com consequências humanitárias devastadoras a região da África Ocidental e Sahel registou um índice de violência terrorista sem precedentes nos últimos meses, o que abalou a confiança pública e originou consequências humanitárias alarmantes, alertou esta semana o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas. Segundo Mohamed Ibn Chambas, que falava perante o Conselho de Segurança da ONU, no Burkina Faso, Mali e Níger, por exemplo, o número de vítimas fatais subiu cinco vezes desde 2016, passando de 770 para mais de 4. 000. Já o número de deslocados cresceu 10 vezes, atingindo cerca de 500 mil pessoas, 25 mil das quais procuraram refúgio noutros países. Chambas referiu que o terrorismo, crime organizado e violência estão normalmente relacionados, sobretudo em áreas com fraca presença do Estado, e destacou, como aspetos, positivos o facto de os governos, organizações regionais e a comunidade internacional estarem a começar a responder a esta ameaça, através do Plano de ação para Erradicar o Terrorismo 2020-2024 da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. Perante a proximidade de eleições em países como o Burkina Fase, Costa do Marfim, Gana, Guiné Equatorial e Níger, o enviado especial alertou que as queixas não resolvidas, processos de reconciliação nacional incompletos e sentimentos de manipulação de instituições e processos podem causar tensões e manifestações de violência política.