Emissoras foram fundamentais para preparar a população da província moçambicana de Sofala antes da chegada da intempérie. Reparação dos danos foi financiada por organizações humanitárias e doadores privados
Emissoras foram fundamentais para preparar a população da província moçambicana de Sofala antes da chegada da intempérie. Reparação dos danos foi financiada por organizações humanitárias e doadores privadosUma parceria entre várias organizações humanitárias, governamentais e do setor privado, liderada pelo Programa alimentar Mundial (PaM), permitiu o retomar da emissão a seis estações de rádio moçambicanas, nove meses após terem sido destruídas pela passagem do ciclone Idai na província de Sofala. Segundo os responsáveis do PaM, foi o serviço de informação destas rádios que ajudou a população a preparar-se para a tempestade, nomeadamente através dos conselhos transmitidos sobre alimentação, documentação, busca de abrigo em terrenos altos, união da família e a importância de cuidados como se manterem longe de árvores e cabos, em áreas secas e com telefones carregados. Os avisos salvaram muitas vidas, admitiu o presidente do Conselho Municipal de Nhamatanda, recordando que as estações continuaram no ar até perderem a energia elétrica ou os equipamentos, e as que conseguiram sobreviver ao ciclone revelaram-se fundamentais nos dias seguintes à intempérie para que os sobreviventes pudessem reencontrar os seus familiares. O que aconteceu nos últimos meses não pode ser apagado, mas as pessoas podem estar melhor preparadas para o próximo desastre tendo acesso à informação e as rádios comunitárias podem ser uma tábua de salvação, frisaram os dirigentes da agência da ONU. as estações restauradas contam com uma audiência global de 1,9 milhões de pessoas.