Bispo diocesano não compreende a demora do processo de reconstrução das casas destruídas pelo incêndio em Monchique, o que tem obrigado à retenção das ofertas
Bispo diocesano não compreende a demora do processo de reconstrução das casas destruídas pelo incêndio em Monchique, o que tem obrigado à retenção das ofertasOs donativos recolhidos em 2018 num peditório destinado a ajudar as vítimas do fogo de Monchique, no valor total de 113 mil euros, continuam à guarda da diocese do algarve, devido ao atraso na reconstrução das casas destruídas pelas chamas, lamentou esta segunda-feira, 6 de janeiro, o bispo do algarve. Segundo Manuel Quintas, citado pela agência Lusa, existem questões de ordem burocrática a atender para que se dê início à reconstrução das casas, através do programa “Porta de Entrada”, e consequente aplicação dos donativos. Não havendo casas já reconstruídas, a Cáritas diocesana fica de mãos amarradas, já que o objetivo do peditório foi responder às necessidades não incluídas no programa. Os 113 mil euros foram doados logo após o fogo de agosto de 2018, resultante de um peditório promovido pela Igreja algarvia, que rendeu 47. 206 euros, dos donativos do Santuário de Fátima, no valor de 30. 000 euros, e da Irmandade dos Clérigos da Diocese do Porto, no valor de 25. 000 euros e de doações de particulares, no valor de 11. 614 euros. a verba foi canalizada para uma conta bancária criada para o efeito. O fogo que deflagrou a 03 de agosto de 2018 na Perna Negra, na serra de Monchique, foi o maior registado em 2018 em Portugal e na Europa, tendo sido dominado apenas ao oitavo dia, na manhã de 10 de agosto. ao todo, destruiu 74 casas, 30 das quais de primeira habitação, e mais de 27. 000 hectares de floresta e de terrenos agrícolas.