Reitor do Santuário de Fátima lembrou aos fiéis que os Magos compreenderam os «sinais de Deus» e «desinstalaram-se do seu conforto», indo ao encontro de Jesus, “Luz” do mundo
Reitor do Santuário de Fátima lembrou aos fiéis que os Magos compreenderam os «sinais de Deus» e «desinstalaram-se do seu conforto», indo ao encontro de Jesus, “Luz” do mundo Os Magos do Oriente são um modelo para os cristãos porque foram ao encontro da “Luz” do mundo, exemplificou Carlos Cabecinhas, sacerdote e reitor do Santuário de Fátima, na manhã do último domingo, 5 de janeiro, na Eucaristia a que presidiu naquele templo mariano. Sabemos pouco sobre a sua vida, mas sabemos o essencial: puseram-se a caminho, perceberam os sinais de Deus, desinstalaram-se do seu conforto, seguiram uma estrela e chegaram ao pé do Menino que adoraram e a quem ofereceram os mais belos presentes. É este exemplo que somos chamados a seguir, porque também hoje, Deus continua a falar-nos através de sinais concretos nas nossas vidas, disse o sacerdote.
O religioso pediu aos peregrinos para que não se tornassem em pessoas dominadas pela indiferença. Certamente, nenhum de nós que aqui está assumirá a atitude de Herodes (que ameaçado no seu poder queria matar Jesus), mas facilmente podemos cair na indiferença dos habitantes de Jerusalém, ou dos escribas. a nossa fé pode tornar-se rotineira, uma fé assente em hábitos e costumes sem que Jesus Cristo conquiste o nosso coração, sem que O sintamos como luz para a nossa vida. () Uma fé adormecida, que não vive a luz de Jesus Cristo é uma fé acomodada, satisfeita consigo mesma e, por conseguinte uma fé morta, explicou o reitor do templo mariano, citado pelos serviços de comunicação do santuário.
Segundo Carlos Cabecinhas, os Magos ensinam os cristãos a terem uma inquietação permanente que leva os fiéis a procurar os sinais de Deus. À semelhança do que tem acontecido em todas as coletas realizadas no Santuário de Fátima nesta época natalícia, também no final desta celebração, os fiéis puderam deixar uma oferta que o Santuário de Fátima enviará para as Irmãzinhas dos Pobres de Campolide, uma instituição dedicada a ajudar quem sofre por causa da idade, da pobreza, da solidão e outras dificuldades, e está presente um pouco por todo o mundo.