No primeiro comunicado do ano, a líder da organização recordou a difícil situação que atravessam os menores na nação árabe, prestes a entrar no décimo ano consecutivo de conflito armado
No primeiro comunicado do ano, a líder da organização recordou a difícil situação que atravessam os menores na nação árabe, prestes a entrar no décimo ano consecutivo de conflito armado a diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, aproveitou o seu primeiro comunicado do ano para recordar a situação de vulnerabilidade das crianças sírias e pedir à comunidade internacional que se envolva de forma mais consistente na proteção destes menores. Pelo menos 140 mil meninos e meninas tiveram que deslocar-se durante as três últimas semanas devido à intensa violência em Idlib e arredores, na região noroeste do país. Todos os dias cerca de 4. 500 menores veem-se obrigados a fugir dos seus lugares, e muitas dessas crianças carregam múltiplos deslocamentos às costas, sublinhou a líder do UNICEF. Na mensagem, Fore realçou ainda os constantes ataques a infraestruturas civis relacionadas com os menores, como escolas, hospitais e serviços de abastecimento de água. Em 2019, as Nações Unidas registaram 145 ataques a escolas e 82 ataques a hospitais e pessoal médico. Mais de 90 por cento das agressões verificaram-se no noroeste, na zona de Idlib, apontou.com a chegada do inverno, as condições de vida dos deslocados tornam-se mais difíceis, e apesar do auxílio prestado pelo UNICEF e seus parceiros, há muito por fazer para minimizar o sofrimento das famílias. ainda que os nossos esforços sirvam para salvar vidas, não são suficientes. Só o fim da guerra proporcionaria às crianças sírias a segurança que necessitam e merecem. até lá, o seu direito a um presente pacífico e a um futuro de esperança não se cumprirá, concluiu Henrietta Fore.