Presidente da instituição preocupado com possíveis retaliações na sequência da morte do general iraniano Qassem Soleimani, durante um ataque aéreo norte-americano ao aeroporto de Bagdade
Presidente da instituição preocupado com possíveis retaliações na sequência da morte do general iraniano Qassem Soleimani, durante um ataque aéreo norte-americano ao aeroporto de BagdadeO presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, exigiu esta sexta-feira, 3 de janeiro, em comunicado, o fim da escalada de violência no Iraque, na sequência da morte do general Qassem Soleimani, durante um ataque aéreo norte-americano ao aeroporto de Bagdade. O ciclo de violência, provocações e retaliações a que temos vindo a assistir nas últimas semanas no Iraque tem de acabar. Tem de se evitar uma maior escalada a todo o custo. O Iraque continua a ser um país frágil. Demasiadas armas e milícias estão a atrasar o processo de regresso a uma vida normal por parte dos cidadãos iraquianos, refere o documento. a autoria do ataque, que visou também o “número dois” da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular [Hachd al-Chaabi], foi assumida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da américa e justificada como uma medida defensiva para proteger o pessoal norte-americano no estrangeiro. Numa nota emitida poucas horas após o ataque, o Pentágono acusou Soleimani de estar ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviços norte-americanos no Iraque e em toda a região. a administração Trump incriminou ainda o general iraniano pelo o assalto inédito à embaixada dos Estados Unidos em Bagdad no início desta semana. Para Charles Michel, existe agora o risco de um aumento da violência em toda a região e o surgimento de forças obscuras de terrorismo que se alimentam, por vezes, de tensões religiosas e nacionalistas.