Na sua mensagem para o Dia Mundial do Doente, Francisco pede aos profissionais de saúde que optem pela «objeção de consciência» como recurso na defesa da vida. E apresenta a Igreja como a «estalagem» onde os enfermos podem encontrar acolhimento
Na sua mensagem para o Dia Mundial do Doente, Francisco pede aos profissionais de saúde que optem pela «objeção de consciência» como recurso na defesa da vida. E apresenta a Igreja como a «estalagem» onde os enfermos podem encontrar acolhimentoO Papa Francisco divulgou esta sexta-feira, 3 de janeiro, a sua mensagem para o Dia Mundial do Doente (que se celebra a 11 de fevereiro), onde reforça a sua oposição aos projetos de legalização da eutanásia e apela aos profissionais de saúde que se mantenham coerentes com a defesa da vida e da dignidade da pessoa doente, aconselhando-os a optarem pela objeção de consciência nos casos em que o estado da doença seja irreversível. Queridos profissionais da saúde, qualquer intervenção diagnóstica, preventiva, terapêutica, de pesquisa, tratamento e reabilitação há de ter por objetivo a pessoa doente, onde o substantivo “pessoa” venha sempre antes do adjetivo “doente”. Por isso, a vossa ação tenha em vista constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem mesmo se for irreversível o estado da doença, escreveu o Papa. Segundo Francisco, a vida é sagrada e pertence a Deus, sendo por isso inviolável e indisponível, mesmo nos casos em que a ciência médica fracassa. Neste sentido, a objeção de consciência deverá tornar-se a vossa opção necessária, para permanecerdes coerentes com este “sim” à vida e à pessoa. Quando não puderdes curar, podereis sempre cuidar com gestos e procedimentos que proporcionem amparo e alívio ao doente, apela o Pontífice. aos doentes, o Papa aponta a luz de Jesus Cristo como o sinal de esperança para o desalento e apresenta a Igreja como a estalagem, onde podem encontrar familiaridade, acolhimento e alívio: Nesta casa, podereis encontrar pessoas que, tendo sido curadas pela misericórdia de Deus na sua fragilidade, saberão ajudar-vos a levar a cruz, fazendo, das próprias feridas, frestas através das quais podereis avistar o horizonte para além da doença e receber luz e ar para a vossa vida. Na mensagem, Francisco recorda também as pessoas sem possibilidades de acesso aos cuidados médicos, devido à pobreza. E lança um pedido às autoridades sanitárias e aos governos de todo o mundo, para que não sobreponham o aspeto económico ao da justiça social. Faço votos para que, conciliando os princípios de solidariedade e subsidiariedade, se coopere para que todos tenham acesso a cuidados médicos adequados para salvaguardar e restabelecer a saúde, conclui o Papa, agradecendo aos voluntários que se colocam ao serviço dos doentes.