a pobreza e os conflitos civis provocaram um aumento de 600 por cento na quantidade de menores que se arriscaram a atravessar uma perigosa selva na esperança de alcançar a américa do Norte
a pobreza e os conflitos civis provocaram um aumento de 600 por cento na quantidade de menores que se arriscaram a atravessar uma perigosa selva na esperança de alcançar a américa do NorteUma investigação realizada pelos profissionais da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta para um aumento da quantidade de migrantes que atravessaram a selva Darién, localizada na fronteira da Colômbia com o Panamá. a região é considerada uma das selvas mais perigosas da américa Latina, e a sua travessia deve-se à busca por melhores condições de vida na américa do Norte.

Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNIFEC), da Organização Pan-americana da Saúde (OPaS), e de autoridades locais revelam que em 2019 se verificou um aumento de 600 por cento na quantidade de menores que atravessaram a selva. No passado, a travessia era feita, sobretudo, por homens em busca de uma nova vida no México, nos Estados Unidos da américa ou Canadá, mas mais recentemente as autoridades aperceberam-se de uma maior presença de mulheres grávidas, crianças e adolescentes, que fogem da pobreza, da exclusão e de conflitos civis.

Este ano, foram 3. 540 os adolescentes e jovens a cruzar a região rumo à américa do Norte. Em 2018, foram 522. Estima-se que mais de 500 grávidas, algumas nos últimos meses de gravidez, realizaram este ano a travessia do Darién. Caso este panorama não esmoreça, os especialistas prevêem que em 2020 se assista a um aumento da quantidade de menores migrantes na região, a maioria de famílias haitianas, com crianças nascidas no Brasil ou no Chile. a UNICEF defende a criação de um mecanismo de coordenação entre o Panamá e a Colômbia, de forma a alertar e prestar uma resposta humanitária em caso de aumento no fluxo de migrantes naquela região.