Projeto missionário pretende dar formação no cultivo de vegetais e, ao mesmo tempo, sensibilizar a população para a necessidade de uma dieta equilibrada, que ajude a combater a desnutrição infantil
Projeto missionário pretende dar formação no cultivo de vegetais e, ao mesmo tempo, sensibilizar a população para a necessidade de uma dieta equilibrada, que ajude a combater a desnutrição infantilHá quem sofra de problemas de saúde por falta de alimentos, mas também há quem tenha comida à disposição, mas não com a diversidade que uma dieta saudável exige e recomenda. É o caso de grande parte da população da paróquia de Grand-Zattry, na Costa do Marfim, uma região conhecida pelas amplas explorações de cacau e de borracha. Os trabalhadores dessas plantações são, de uma forma geral, pessoas pobres oriundas de vários pontos do país e de nações vizinhas, como o Burkina Faso, Mali, Gana e Benin, que apesar de terem a possibilidade de plantar arroz e inhame, para consumo próprio, carecem de formação e informação para conseguirem ter uma dieta equilibrada. Ou seja, consomem arroz, inhame, carne e peixe, mas ignoram o consumo de vegetais, tão importantes na alimentação, pela riqueza em potássio, fibras, ferro, sais minerais e vitaminas, além das enzimas que ajudam a eliminar a gordura de origem animal do organismo. Resultado: os índices de mortalidade infantil em idade precoce por causa da desnutrição não param de subir, assim como não param de aumentar os casos de escorbuto e raquitismo. Para tentar travar este fenómeno, os missionários da Consolata que trabalham na região estão a recolher fundos para avançar com um projeto de construção de uma estufa, onde pode ser dada formação teórica e prática para a produção de vegetais. Neste momento, as pessoas preocupam-se apenas em comer o suficiente para ficarem saciadas, sem se importarem com a qualidade dos alimentos. Por isso, precisamos ensiná-las a comer uma dieta equilibrada e a perceber o papel que os alimentos desempenham na saúde, explicam os religiosos. Se conseguirem juntar os pouco mais de 8. 000 euros orçamentados, os missionários pretendem adquirir e instalar uma estufa na povoação, dotada com tanques de água e um sistema de irrigação gota-a-gota. Depois, serão dadas aulas a pelo menos 100 famílias, o que abrangerá um total de cerca de 500 pessoas. No final, é esperada uma redução significativa na mortalidade infantil, a população terá mais comida disponível, pode fazer uma dieta equilibrada e tornar-se autossuficiente, adiantam os promotores da iniciativa.