Situação vivida nos últimos dias no norte e centro do país pede uma avaliação rigorosa às responsabilidades de quem autoriza a construção em zonas de risco, defende a associação ambientalista Zero
Situação vivida nos últimos dias no norte e centro do país pede uma avaliação rigorosa às responsabilidades de quem autoriza a construção em zonas de risco, defende a associação ambientalista Zero a situação vivida nos últimos dias deixou muito claro que o país não está preparado para prevenir e lidar com situações meteorológicas excecionais, próprias das alterações climáticas, alertou esta segunda-feira, 23 de dezembro, a associação ambientalista Zero, a propósito da destruição de praias e inundação de zonas ribeirinhas no litoral e as cheias e deslizamento de terras registadas no interior e no leito de rios. O temporal que assolou o país, desde a passada quarta-feira, provocou dois mortos, um desaparecido e deixou 144 pessoas desalojadas. Por precaução, outras 352 pessoas estão deslocadas das suas casas e já se registaram mais de 11. 600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores. Para os ambientalistas, citados pela agência Lusa, este é o resultado de erros de ordenamento do território. Em comunicado, a Zero aponta ainda o dedo aos muitos planos diretores municipais que mesmo em anos recentes, deixaram construir em zonas de risco, implicando eventualmente a relocalização de habitações e de outras infraestruturas, pedindo, por isso, uma avaliação séria de responsabilidades ao trabalho das autarquias e Ministério do ambiente e ação Climática, em especial a agência Portuguesa do ambiente.