Organização captou imagens aéreas das casas comunitárias na densa floresta amazónica, no estado de Loreto, junto à fronteira do Peru com o Equador, e pede à comunidade internacional que ajude a assegurar a proteção da tribo
Organização captou imagens aéreas das casas comunitárias na densa floresta amazónica, no estado de Loreto, junto à fronteira do Peru com o Equador, e pede à comunidade internacional que ajude a assegurar a proteção da triboas imagens aéreas, captadas por elementos da Organização Regional dos Povos Indígenas do Oriente (ORPIO), mostram várias casas comunitárias pertencentes a um povo indígena isolado que vive na densa floresta amazónica no estado de Loreto, na fronteira do Peru com Equador, e são as primeiras que provam a existência dos indígenas naquela zona, como vinha a ser defendido há décadas.com esta confirmação, os dirigentes da ORPIO aproveitam agora para apelar à comunidade internacional para que se una à luta para a proteção deste povo. Nós sabemos dos perigos que nossos irmãos e irmãs isolados enfrentam na reserva de Napo Tigre. Por mais de 14 anos, temos esperado pela proteção do Ministério da Cultura. as autoridades não dão andamento ao processo de reconhecimento e proteção de suas terras. Eles têm muitas evidências de sua existênciaEssas fotografias provam que eles existem, afirmou Jorge Pérez Rubio, presidente da organização, em declarações à Survival Internacional. Os povos indígenas isolados de Napo Tigre estão ameaçados por empresas que desejam explorar o seu território em busca de petróleo e para a extração de madeira. Em 2008, a gigante petrolífera espanhola REPSOL saiu de um acordo depois do conselho de ética do Ministério das Finanças da Noruega ter manifestado preocupação sobre os possíveis impactos para os povos indígenas isolados. Perante estas ameaças, a Survival International, uma plataforma de apoio aos povos indígenas, pediu ao Ministério da Cultura e ao governo do Peru que tomem medidas urgentes para proteger os indígenas isolados de Napo Tigre, cujas vidas e meios de subsistência estão ameaçadas pela presença de invasores, reconhecendo as suas terras imediatamente e cancelando todas as concessões de petróleo e extração de madeira no seu território.