Comunidades da província de Manica, no centro do país, continuam a sofrer os efeitos do ciclone Idai, que atingiu a região em março e destruiu grande parte dos cultivos locais
Comunidades da província de Manica, no centro do país, continuam a sofrer os efeitos do ciclone Idai, que atingiu a região em março e destruiu grande parte dos cultivos locais a insegurança alimentar causada pela destruição deixada após a passagem do ciclone Idai continua a agravar-se na província de Manica, na região centro de Moçambique. a tempestade arrasou com a agricultura local e há zonas onde cerca de 20 por cento dos habitantes sobrevivem à custa de raízes e frutos silvestres. Por causa da fome, multiplicam-se também os casos de abandono escolar. a situação deve-se à estiagem e ciclone Idai. Estamos com problemas de alimentação, porque para este ano nem sequer a segunda sementeira surtiu efeito, devido ao assoreamento dos rios. a população fez esforços para lançar uma nova sementeira, mas as pragas e a areia não favoreceram a produção das culturas, principalmente do milho, explica Wache Saguate, o chefe de Muoco, uma das localidades mais afetadas. Segundo o líder comunitário, citado pela agência Lusa, o agravamento da situação de fome está a provocar o deslocamento de dezenas de pessoas nos distritos de Chibabava e Mossurize. Outros procuram refúgio em Sussundenga, no Posto administrativo de Rotanda. a população desloca-se para o distrito vizinho para adquirir alimentação, para além de fazer biscates em troca de comida, adianta. Lançámos a primeira sementeira e nada saiu por causa do lodo e também da lagarta do funil. Mesmo assim não nos cansámos Lançámos uma segunda sementeira, mas por falta de chuva, o sol escaldante queimou tudo. Não sabemos o que Deus irá fazer, estamos a sobreviver de papas de manga. as nossas terras já não produzem bem. O Idai veio prejudicar-nos. Por favor, socorro, estamos a morrer de fome, suplica, por sua vez, Rabeca Thaimo, 42 anos, agricultora em Muoco.