a cidade de Genebra, na Suí­ça, vai acolher o primeiro Fórum Mundial sobre Refugiados. Objetivo é dar um novo «impulso» ao pacto da ONU adotado o ano passado
a cidade de Genebra, na Suí­ça, vai acolher o primeiro Fórum Mundial sobre Refugiados. Objetivo é dar um novo «impulso» ao pacto da ONU adotado o ano passadoNuma altura em que a crise migratória parece ter abrandado, mas o número de deslocados é o maior de sempre, os chefes de Estado e de governo vão reunir-se terça e quarta-feira, 17 e 18 de novembro, na cidade de Genebra, na Suíça, no primeiro Fórum Mundial sobre Refugiados, para darem um novo impulso ao pacto da ONU adotado o ano passado. a primeira edição deste Fórum coorganizado pela Turquia, alemanha, Costa Rica, Etiópia, Paquistão e Suíça, acontece depois de uma década mais do que agitada em termos de níveis de deslocamentos, explica às agências internacionais a alta comissária adjunta do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR). Segundo Kelly Clements, 71 milhões de pessoas foram deslocadas em 2018, entre elas 26 milhões de refugiados, e o debate não irá centrar-se apenas nos refugiados, mas também nos países que os acolhem. Será a ocasião para pôr em prática propostas sobre emprego, educação energia ou meio ambiente. Uma das intervenções aguardadas com maior expectativa será a do Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que tem ameaçada as portas da Europa aos refugiados caso não receba mais ajuda da comunidade internacional. O país é o que alberga a maior quantidade de refugiados: cerca de três milhões. O aCNUR estima que 1,4 milhões de refugiados necessitam de ser realojados, mas apenas existem umas dezenas de milhares de vagas disponíveis. Desde 2015, a União Europeia diz ter reinstalado cerca de 65 mil. O Pacto Mundial sobre Refugiados visa reduzir a pressão sobre os países de acolhimento, promover a autonomia dos refugiados, gerar soluções para acudir a países terceiros e favorecer os regresso seguro de refugiados aos seus países de origem.