Programa prevê uma verba de quase 28 milhões de euros para responder a três tipos de cenários, que podem ir dos ventos fortes e inundações, à ocorrência de ciclones e sismos
Programa prevê uma verba de quase 28 milhões de euros para responder a três tipos de cenários, que podem ir dos ventos fortes e inundações, à ocorrência de ciclones e sismos a resposta imediata aos efeitos da época chuvosa em curso em Moçambique vai custar cerca de 12,5 milhões de euros, segundo o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC). Este é um valor que é necessário para questões gerais, entre as quais se destaca a logística para as nossas atividades e a assistência às pessoas que estão a ser afetadas pelas calamidades, disse Paulo Tomás à agência Lusa. Para o plano de contingência geral, está prevista uma verba de quase 28 milhões de euros, para responder a três cenários possíveis: o primeiro de de ventos fortes, inundações localizadas nas vilas e cidades e seca; o segundo, além de ventos fortes, inundações localizadas e seca, prevê a ocorrência de cheias nas bacias hidrográficas e de ciclones; e o último que compreende a junção das calamidades do primeiro e segundo cenários adicionados à ocorrência de sismos. Entre os meses de outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África austral, além de secas em alguns pontos do país. Na última época das chuvas, um total de 714 pessoas morreram e outras 2,8 milhões foram afetadas por calamidades naturais, num período marcado pela passagem dos ciclones Idai e Kenneth, que se abateram sobre o centro e o norte do país.