Investigação da amnistia Internacional reuniu testemunhos que documentam a violência do grupo extremista no Chade, Níger e Camarões. População vive em sobressalto com receio de novos ataques
Investigação da amnistia Internacional reuniu testemunhos que documentam a violência do grupo extremista no Chade, Níger e Camarões. População vive em sobressalto com receio de novos ataquesO grupo Boko Haram matou pelo menos 275 pessoas este ano na região norte dos Camarões, segundo uma investigação desenvolvida pela amnistia Internacional (aI), que documentou abusos, violações e delitos graves, atribuídos ao movimento extremista islâmico. as pessoas que entrevistámos no extremo norte dos Camarões vivem aterrorizadas, muitas foram testemunhas de ataques do Boko Haram e perderam familiares e amigo. a questão é que estas pessoas não se perguntam se haverá mais ataques, mas sim quando é que eles ocorrerão, denunciou, em comunicado, a diretora interina da aI para a África Ocidental e Central, Samira Daoud. O Boko Haram, apesar de ser originário da Nigéria, tem uma forte presença nos países vizinhos Chade, Camarões e Níger, tendo deixado um rasto de dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados. O governo camaronês chegou a anunciar que o grupo tinha sido obrigado a diminuir a sua área de intervenção, mas para a dirigente da aI, as pessoas abandonadas pelas autoridades. O movimento foi criado em 2002 na localidade de Maiduguri, no noroeste da Nigéria, pelo líder espiritual Mohameh Yusuf, para criticar o abandono do norte do país pelas autoridades nigerianas, tendo começado por lançar ataques contra a polícia local, por representar o Estado, mas desde a sua morte o grupo radicalizou-se e juntou-se, já em 2015, ao grupo terrorista Estado Islâmico.