a seca severa nas províncias de Cunene, Huí­la, Bié e Namibe deixou 2,3 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. as temperaturas foram as mais altas dos últimos 45 anos
a seca severa nas províncias de Cunene, Huí­la, Bié e Namibe deixou 2,3 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. as temperaturas foram as mais altas dos últimos 45 anosO coordenador residente das Nações Unidas para angola, Paolo Balladelli, pediu esta semana à comunidade internacional que aumente o apoio às pessoas que vivem na linha da frente da crise climática, ou seja, que reforce a ajuda humanitária às cerca de 2,3 milhões de pessoas afetadas pela seca em várias províncias angolanas. O representante da ONU visitou as áreas atingidas e concluiu que o número de pessoas com fome e desnutrição aumentou três vezes mais em relação ao início do ano, e que o sul do país está a enfrentar as consequências arrasadoras das mudanças climáticas. Este ano, as temperaturas foram as mais altas dos últimos 45 anos. Nas áreas rurais, as mulheres têm que caminhar longas distâncias para levar comida e água para casa, expondo-as ao risco de violência, e um número crescente de crianças está a abandonar a escola, as meninas para ajudar as mães e os meninos para procurar pastagens com os pais, lamentou a chefe da agência das Nações Unidas para a Coordenação de assuntos Humanitários (OCHa) na África austral, Gemma Connell. Entretanto, a ONU acionou o Fundo Centro de Emergência para financiar projetos no terreno que permitiram ajudar mais de 600 mil pessoas com alimentos e serviços de saúde, nutrição, água e higiene, nas quatro províncias mais atingidas. Este financiamento complementa os esforços do governo para responder a esta situação terrível e salvar vidas, mas que é preciso fazer mais e com urgência, alertou Balladelli.