Grupos armados continuam a matar civis na província de Kivu do Norte. Moradores pedem ao exército e à Missão das Nações Unidas que tomem medidas concretas para impedir novos massacres
Grupos armados continuam a matar civis na província de Kivu do Norte. Moradores pedem ao exército e à Missão das Nações Unidas que tomem medidas concretas para impedir novos massacresOs ataques dos grupos armados na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), já provocaram a morte a pelo menos 141 civis, desde que foi lançada uma grande ofensiva do exército congolês contra as milícias, em finais de outubro passado. Segundo informações da organização não governamental CEPaDHO, os últimos ataques ocorreram nos distritos de Masabale e Mantumbi, e causaram mais de duas dezenas de mortos. Numa das ofensivas, os milicianos assassinaram três homens junto a um dispositivo para lavar as mãos criado para lutar contra a epidemia de ébola. a uma das vítimas foi cortada a cabeça e às restantes foram cortadas as mãos. No segundo ataque, vários civis foram assassinados a sangue frio, alguns deles com armas brancas. Os massacres levaram a população a protestar e a pedir ao exército nacional e às forças da Missão da ONU na RDC (MONUSCO) que tomem medidas concretas para proteger os civis. Na declaração, os populares lamentam ainda a ausência de uma investigação séria sobre as acusações de cumplicidade por parte de alguns membros do exército e da polícia nacional congolesa. Recorde-se, que no passado dia 2 de dezembro, os bispos da região do Kivu decretaram a suspensão das atividades da Igreja por um dia para protestar contra os massacres de civis. Também alguns parlamentares lamentaram o facto das operações militares contra os grupos armados não terem sido acompanhadas de ações preventivas para proteger a população em caso de represálias.