apesar dos progressos registados contra a pobreza, a fome e a doença, muitas sociedades continuam a enfrentar problemas, quase sempre provocados pelas desigualdades
apesar dos progressos registados contra a pobreza, a fome e a doença, muitas sociedades continuam a enfrentar problemas, quase sempre provocados pelas desigualdadesO Relatório de Desenvolvimento Humano de 2019, apresentado esta segunda-feira, 9 de dezembro, na Colômbia, alerta para uma nova geração de desigualdades, em torno da educação, tecnologia e mudanças climáticas, que podem criar uma grande divergência como não acontece desde a Revolução Industrial. Muitas destas disparidades estão na origem das manifestações que têm ocorrido em todo o mundo. O tema das desigualdades está no debate público em muitos países, mas tem sido centrado na distribuição do rendimento. aquilo que nos pareceu foi que havia outras desigualdades que mereciam a nossa atenção, reflectindo aquilo que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável já nos dizem, que existem varias desigualdades que são importantes, explicou o português Pedro Conceição, responsável pelo departamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que produz o relatório. Para achim Steiner, administrador da agência da ONU, o mundo está a assistir a uma nova face da desigualdade, fruto dos diferentes motivos que estão a levar as pessoas a protestar nas ruas, como o custo de um bilhete de comboio, o preço da gasolina, a exigências de liberdades políticas e a procura de justiça. Segundo os dados recolhidos para este relatório, em 2018, cerca de 20 por cento do progresso do desenvolvimento humano foi perdido devido às desigualdades, sobretudo nas áreas da educação, saúde e padrões de vida. Neste sentido, os especialistas recomendam a adopção de políticas que valorizem a infância e o investimento ao longo da vida, a produtividade, o investimento público e impostos justos. No topo da lista dos países com melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano 2019, a Noruega mantém-se na primeira posição, seguida da Suíça, Irlanda e alemanha. Em relação aos países lusófonos, Portugal continua a ser o único Estado na categoria de países de desenvolvimento humano muito alto, mantendo a 40a posição.