Estudo realizado por organização não governamental alemã conclui que os episódios de calor extremo na Europa são 100 vezes mais prováveis do que há um século
Estudo realizado por organização não governamental alemã conclui que os episódios de calor extremo na Europa são 100 vezes mais prováveis do que há um séculoO Japão, as Filipinas e a alemanha encabeçaram a lista dos países mais fustigados o ano passado por fenómenos meteorológicos intensificados pelas alterações climáticas, segundo um estudo publicado esta semana, que demonstra que nenhum país, rico ou pobre, está a salvo. Inundações, ondas de calor mortíferas e o pior tufão num quarto de século provocaram em 2018 centenas de mortos no Japão, milhares de vítimas e mais de 31 mil milhões de euros em prejuízos. Nas Filipinas, um potente ciclone deslocou 250 mil pessoas, e na alemanha, a prolongada onda de calor no verão deixou mais de um milhar de mortes e perdas de 4,5 mil milhões de euros, principalmente no setor agrícola. a ciência confirmou a ligação entre as alterações climáticas, por um lado, e a frequência e severidade do clima extremo, por outro. Na Europa, por exemplo, os episódios de calor extremo são 100 vezes mais prováveis do que há um século, disse a investigadora da organização não governamental Germanwatch, Laura Schafer, sublinhando que este estudo mostra que até as economias mais desenvolvidas estão à mercê de eventos meteorológicos exacerbados pelo aquecimento global. antes da divulgação dos resultados desta investigação, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) havia concluído que a última década foi a mais quente jamais registada. Uma vez mais, em 2019, os riscos associados ao tempo e ao clima atingiram fortemente. as ondas de calor e as inundações que antes sucediam uma vez por século estão a converter-se em eventos regulares, alertou o secretário-geral da organização, Petteri Taalas.