Gabinete Europeu do ambiente avisa que os países da União Europeia estão a ser «inundados» por brinquedos tóxicos, a maioria de plástico e provenientes da China, que ameaçam a saúde das crianças
Gabinete Europeu do ambiente avisa que os países da União Europeia estão a ser «inundados» por brinquedos tóxicos, a maioria de plástico e provenientes da China, que ameaçam a saúde das criançasOs números e os resultados dos testes feitos às crianças de 15 países são preocupantes. Segundo um relatório divulgado esta semana pelo Gabinete Europeu do ambiente, só este ano, as autoridades nacionais do espaço comunitário já bloquearam a venda de 248 brinquedos, por revelarem níveis ilegais de produtos químicos tóxicos. E os especialistas encontraram contaminações perigosas de um composto químico considerado cancerígeno em crianças de 13 dos 15 países analisados. Do total de produtos bloqueados, 228 foram catalogados como de risco grave, 219 vinham da China, e 127 estavam contaminados com ftalatos, um composto usado para deixar o plástico mais maleável, mas que pode ser prejudicial para a saúde. Uma máscara detetada na alemanha tinha 43 por cento de ftalato e produtos encontrados em França e na Polónia também estavam seriamente contaminados, refere o documento. De acordo com o relatório, citado pela agência Lusa, os brinquedos não foram os únicos produtos confiscados por conterem produtos tóxicos. as referências a Portugal, por exemplo, são essencialmente em relação a produtos tóxicos em automóveis. Outros países reportaram, além de brinquedos, desde cadeiras para transportar crianças nos automóveis (Bulgária), roupas para crianças (Chipre), cosméticos (República Checa), andarilhos para bebé (França)ou equipamentos luminosos e elétricos (Itália). No inverno passado, as autoridades alfandegárias de quatro países fronteiriços da União Europeia já tinham anunciado a realização de inspeções a 2,26 milhões de brinquedos de plástico chineses, na sequência das quais tinham impedido a entrada na Europa de 722 mil brinquedos, com níveis ilegais de ftalatos. Dos brinquedos contaminados a grande maioria (92 por cento) tinha a marca de segurança CE do fabricante (que quer dizer que o produto cumpre a legislação em vigor), mas não cumpriam com a legislação europeia em termos de saúde, segurança e padrões ambientais. Citada no relatório, Tatiana Santos, responsável por esta área no Gabinete Europeu do ambiente, lembra que as crianças são vulneráveis e defende que a indústria deve despertar rapidamente para o problema e que os importadores devem pressionar os fornecedores chineses. ao mesmo tempo, propõe a adoção de leis mais duras e que os brinquedos sejam etiquetados com a composição química.