O distrito de Massingir já quase não tem árvores, devido ao abate indiscriminado e à exploração ilegal de madeira, alertam o serviços responsáveis pela gestão das áreas de conservação
O distrito de Massingir já quase não tem árvores, devido ao abate indiscriminado e à exploração ilegal de madeira, alertam o serviços responsáveis pela gestão das áreas de conservaçãoO diretor do serviço moçambicano de Proteção e Fiscalização da administração Nacional das Áreas de Conservação (aNaC), Carlos Pereira, estima que todos os dias são transportadas ilegalmente cerca de 174 toneladas de madeira, a partir da província de Gaza, no sul do país. Estamos a destruir a nossa floresta, afirmou o responsável à imprensa local, lamentando que no distrito de Massingir, por exemplo, já quase não existam árvores, devido ao corte indiscriminado e à exploração ilegal de madeira. a juntar a este flagelo, está ainda o facto de muitas das árvores serem destruídas pela população para uso de lenha. Temos de encontrar alternativas para aquelas pessoas que vivem da atividade de carvão feito a partir da madeira, defendeu o dirigente da aNaC. Recorde-se que vários relatórios nacionais e internacionais indicam que as florestas moçambicanas estão a ser palco de crimes ambientais, principalmente o corte ilegal de árvores. O governo estima que o Estado perde anualmente entre 140 a 187 milhões de euros devido ao contrabando de madeira.