Relatório relativo a 2018 revela que quase metade das pessoas sem teto ou sem casa encontram-se na írea Metropolitana de Lisboa. Novo plano nacional de intervenção pretende que ninguém fique na rua por mais de 24 horas
Relatório relativo a 2018 revela que quase metade das pessoas sem teto ou sem casa encontram-se na írea Metropolitana de Lisboa. Novo plano nacional de intervenção pretende que ninguém fique na rua por mais de 24 horasO mais recente relatório elaborado no âmbito da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-abrigo (ENIPSSa) revela que em 2018 havia quase 3. 400 pessoas sem teto ou sem casa em Portugal. Cerca de 45 por cento das pessoas identificadas (644) encontravam-se na Área Metropolitana de Lisboa (aML). Segundo um resumo dos resultados do inquérito, citados pela agência Lusa, no período de referência, existiam 3. 396 pessoas sem teto ou sem casa, das quais 1. 443 pessoas sem teto, isto é, a viver na rua, em espaços públicos, abrigos de emergência ou locais precários, e 1. 953 pessoas sem casa, isto é, a viver em equipamento onde a pernoita é limitada. a atual EPNISSa, que vigora até 2023, assenta num modelo de intervenção em que ninguém deve ficar na rua por mais do que 24 horas, cruza prevenção, intervenção e integração comunitária, sendo que no primeiro domínio está instituído que haja uma monitorização continua do fenómeno, que inclua indicadores de risco das situações de sem-abrigo e de precariedade habitacional. No Plano de ação 2019-2020, integrado nesta estratégia, está previsto um investimento de 131 milhões de euros. É no âmbito deste plano que estão previstas as medidas e apoios para garantir um lugar para viver a quem é desinstitucionalizado, bem como as medidas que garantam a promoção de autonomia, desde soluções de alojamento, a soluções de capacitação, educação, formação profissional e inserção profissional.