Na sua primeira intervenção no país asiático, Francisco chamou a atenção para a situação de vulnerabilidade das mulheres e crianças e aplaudiu o trabalho que tem vindo a ser feito para combater este flagelo
Na sua primeira intervenção no país asiático, Francisco chamou a atenção para a situação de vulnerabilidade das mulheres e crianças e aplaudiu o trabalho que tem vindo a ser feito para combater este flageloSendo a Tailândia conhecido como um dos destinos para o turismo sexual, o Papa Francisco aproveitou a sua primeira intervenção no país asiático para denunciar que as mulheres e crianças estão particularmente vulneráveis, violentadas e expostas a toda a forma de exploração, escravatura, violência e abuso. O Santo Padre chegou terça-feira a Banguecoque, mas só esta quinta-feira, 21 de novembro, iniciou a agenda oficial com a visita à sede do governo, onde quis reconhecer os esforços das autoridades tailandesas para acabar com este flagelo, bem como todas as pessoas e organizações que trabalham incansavelmente para erradicar este mal e oferecer um caminho de dignidade. Embora o Pontífice não tenha nomeado especificamente a exploração sexual de mulheres e crianças, sobretudo pelos turistas, este negócio representa ainda entre dois e três por cento do Produto Interno Bruto (PIB), apesar da grande redução registada nos últimos anos, de acordo com relatórios recentes. Depois de um encontro com o primeiro-ministro tailandês, o general Prayuth Chan-ochoa, Francisco referiu-se ao fenómeno da migração que garantiu representar pelas condições em que se desenvolve (… ) um dos principais problemas morais que enfrenta a atual geração. a crise migratória não pode ser ignorada, destacou, acrescentando que a própria Tailândia, conhecida pelo acolhimento de migrantes e de refugiados, enfrentou esta crise devido à trágica fuga de países vizinhos. O Papa insistiu também na necessidade de se trabalhar para que as pessoas e as comunidades possam ter acesso à educação, a um trabalho digno, a assistência sanitária e, deste modo, atingir os mínimos indispensáveis de sustentabilidade que permitem um desenvolvimento humano completo.