Governo vai desmantelar os três maiores acampamentos nas ilhas de Lesbos, Samos e Quí­os, atualmente com mais de 27 mil pessoas. Vão ser construídos centros de acolhimento para os substituir, mas apenas com um total de 15 mil vagas
Governo vai desmantelar os três maiores acampamentos nas ilhas de Lesbos, Samos e Quí­os, atualmente com mais de 27 mil pessoas. Vão ser construídos centros de acolhimento para os substituir, mas apenas com um total de 15 mil vagasO governo grego anunciou esta quarta-feira, 20 de novembro, que vai encerrar os três acampamentos de migrantes das ilhas de Lesbos, Samos e Quíos, que se encontram sobrelotados, e construir estruturas com capacidade para 15 mil pessoas. Os novos centros irão triplicar a capacidade de acolhimento, mas continuarão a ser insuficientes para a quantidade de pessoas que continuam a chegar aos arquipélagos do mar Egeu. Segundo o coordenador especial para os migrantes, alkiviadis Stefanis, os espaços serão fechados, pelo que os futuros utentes não poderão circular livremente pelas ilhas, enquanto as autoridades analisam os seus pedidos de asilo. Descongestionar as ilhas é a prioridade neste momento, adiantou o responsável, sem dar uma data precisa para o encerramento dos atuais acampamentos, que têm capacidade total para 4. 500 pessoas e acolhem mais de 27 mil. Nos últimos quatro meses chegaram à Grécia 40 mil migrantes e o governo começou a transferir centenas de requerentes de asilo das ilhas para o continente, com o objetivo de recolocar pelo menos 20 mil, até ao final do ano. alkiviadis Stefanis adiantou ainda que outros dois acampamentos, o de Kos e de Leros, serão renovados e ampliados.