Na mensagem em vídeo que publicou antes da partida para o continente asiático, onde vai visitar o Japão e a Tailândia, Francisco recordou que o uso de armas nucleares «é imoral»
Na mensagem em vídeo que publicou antes da partida para o continente asiático, onde vai visitar o Japão e a Tailândia, Francisco recordou que o uso de armas nucleares «é imoral»O Papa Francisco inicia esta terça-feira, 19 de novembro, uma visita à Ásia, que o vai levar à Tailândia e ao Japão. Na agenda do Pontífice estarão temas como o desarmamento nuclear global, a luta contra o tráfico de pessoas e uma homenagem às pequenas comunidades católicas dos dois países asiáticos. Na mensagem em vídeo gravada antes da partida para mais uma viagem apostólica, o Papa lembrou que a defesa do valor e da dignidade humana assume particular importância face às ameaças à paz e condenou o uso de armas nucleares. [O Japão] está muito consciente do sofrimento causado pela guerra. Junto com vocês, rezo para que o poder destrutivo das armas nucleares nunca mais volte a ocorrer na história da humanidade. Usar as armas nucleares é imoral, afirmou. a visita decorre até dia 26 de novembro e um dos pontos altos será a deslocação às cidades japonesas de Nagasaki e Hiroshima, onde se deverá encontrar com sobreviventes das bombas atómicas ali lançadas pelos Estados Unidos da américa em 1945. a vontade de visitar as duas cidades tomou forma em 2017, depois de Francisco ver, pela primeira vez, uma fotografia captada em 1945 pelo fotógrafo norte-americano Joseph Roger O’Donnell, a seguir ao bombardeamento de Nagasaki. a imagem mostra um menino com o seu irmão morto às costas à espera de vez para o levar para o crematório. a 32a viagem internacional do atual pontificado começa pela Tailândia, onde Francisco irá reafirmar a importância do diálogo inter-religioso. No próximo dia 23, o Santo Padre chegará então ao Japão, onde existem atualmente cerca de 536 mil cristãos. Esta é a quarta deslocação do Papa argentino à Ásia, depois de ter ido às Filipinas e Sri Lanka em 2014, à Coreia do Sul em 2015 e ao Bangladesh e Myanmar (antiga Birmânia) em 2016.