Fiéis da paróquia de San Miguel de Masaya impedidos de entrar em igreja para participar numa Missa pedida para consolar os familiares de prisioneiros políticos
Fiéis da paróquia de San Miguel de Masaya impedidos de entrar em igreja para participar numa Missa pedida para consolar os familiares de prisioneiros políticosO padre Edwin Roman, pároco de San Miguel de Masaya, na Nicarágua, usou esta semana as redes sociais para denunciar a falta de liberdade de culto no país. Recorrendo a um vídeo, o sacerdote mostrou a sua igreja rodeada de polícias e elementos do exército, que bloquearam a entrada a muitos dos fiéis que pretendiam participar numa Missa de conforto para os familiares de prisioneiros políticos. Que o mundo veja e saiba que não há liberdade de culto na Nicarágua. Só queremos celebrar uma Eucaristia, testemunhou Edwin Roman, acusando as autoridades de exercerem uma repressão cada vez mais forte contra a Igreja Católica. Esta não foi a primeira vez que a polícia impediu a realização de atividades religiosas naquela paróquia. Segundo o sacerdote, citado pela agência Fides, depois deste cerco policial, um grupo de crentes, que tinha conseguido entrar na igreja mais cedo, decidiu ficar dentro do templo e iniciar uma greve de fome. Mais tarde, as autoridades mandaram cortar o abastecimento de água e eletricidade à igreja. através do twitter, o padre Ramon mostrou ainda mensagens com as ameaças de morte que recebeu nos últimos dias, incluindo uma que recordava o assassinato do arcebispo Romero: Deve suceder-te o que sucedeu a monsenhor Oscar arnulfo Romero em El Salvador, uma bala está à tua espera. as agressões que a Igreja está a experimentar hoje superam as agressões daqueles que foram vítimas nos anos 80, durante a guerra civil no nosso país. Na década de 1980 existiu a ditadura de Somoza contra as armas levantadas, mas esta é uma ditadura contra um povo desarmado, acusou o pároco.