animais vão ser transferidos para parques naturais menos afetados pela falta de água e alimentação. Mais de 100 elefantes já morreram por causa dos efeitos da seca prolongada
animais vão ser transferidos para parques naturais menos afetados pela falta de água e alimentação. Mais de 100 elefantes já morreram por causa dos efeitos da seca prolongada a autoridade de Gestão dos Parques Nacionais e Vida Selvagem do Zimbabwe revelou esta semana que vai deslocar 600 elefantes, dois grupos de leões, uma alcateia de cães selvagens, 50 búfalos, 40 girafas e duas mil impalas do Save Valley Conservancy, no sudeste do país, para parques menos afetados pela seca prolongada que atinge a região. Segundo Tinashe Farawo, porta-voz da instituição, os animais estão a morrer por falta de água e comida e podem ameaçar o ecossistema de que dependem para tentar sobreviver. Há espécies de pássaros, por exemplo, que estão seriamente ameaçadas, uma vez que só podem acasalar a certas altitudes, nas árvores, e essas árvores estão a ser destruídas por elefantes. Grande parte do sul de África foi atingida pela pior seca das últimas duas décadas, o que para o Zimbabwe significa a perda do cultivo de alimentos básicos como milho, deixando cerca de sete milhões de pessoas, aproximadamente metade do país, dependentes de ajuda alimentar.com uma população de cerca de 85 mil elefantes, as autoridades dizem estar a enfrentar grandes dificuldades em lidar com o número de paquidermes selvagens que têm chegado ao país e quer autorização para vender o marfim e poder exportar elefantes vivos de maneira a conseguir dinheiro para a conservação e aliviar a congestão dos parques afetados pela seca. Desde 2016, o país exportou 101 elefantes, principalmente para a China e para os Emirados Árabes Unidos, conseguindo mais de três milhões de dólares (2,7 milhões de euros) por esforços de conservação, de acordo com a autoridade de Gestão dos Parques Nacionais e Vida Selvagem.