Dois missionários da Consolata que trabalham na Missão Catrimani, na amazónia brasileira, vão estar em Portugal para uma série de conferências e testemunhos missionários. Um deles participou no Sínodo sobre a amazónia
Dois missionários da Consolata que trabalham na Missão Catrimani, na amazónia brasileira, vão estar em Portugal para uma série de conferências e testemunhos missionários. Um deles participou no Sínodo sobre a amazónia O padre Corrado Dalmonego, missionário da Consolata italiano, a trabalhar há 13 anos na missão de Catrimani, no estado do Roraima, Brasil, e o irmão Carlo Zacquini, também da Consolata, há já 50 anos na mesma missão, na amazónia brasileira, vão estar em Portugal entre os dias 22 e 25 deste mês de novembro para um ciclo de conferências, encontros e testemunhos. O sacerdote italiano tem a particularidade de ter participado, como ouvinte, no recente Sínodo sobre a amazónia, que decorreu no Vaticano entre os dias 6 e 27 de outubro. E ambos tiveram um papel na chamada Casa Comum, que consistiu numa série de encontros, mostras, tertúlias e celebrações, que se realizaram em Roma enquanto o Sínodo decorria. Foi o caso de um congresso missionário, organizado pelos Missionários da Consolata. Desta vez, promovidas pelo Centro apostólico Formativo (CaF), dos Missionários da Consolata, em colaboração com várias entidades, os dois missionários vão estar na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, no próximo dia 22 de novembro, entre as 11h30 e as 12h45, para na conferência a Igreja na amazónia: Testemunhos. No dia seguinte, a partir das 09h30, estarão no Centro Cultural Franciscano, no Largo da Luz, em Lisboa, para falar sobre os Novos Caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral, a convite da Rede Cuidar da Casa Comum, um tema que retomarão no dia 24, a partir das 15h00, na paróquia de Rio de Mouro, no concelho de Sintra. Este ciclo de testemunhos termina dia 25, com uma palestra no auditório José araújo, na Universidade Lusófona, a partir das 18h00. Corrado Dalmonego nasceu em 1975, no distrito de Mântua, Itália, tem formação em antropologia. após uma experiência de trabalho, iniciou a sua formação religiosa no Instituto Missionário da Consolata (IMC) em 1999. Foi ordenado sacerdote em 2010, e nos últimos anos tem-se dedicado à formação de jovens e líderes indígenas sobre temáticas relacionadas com a educação, direitos, proteção do território, políticas públicas, valorização do património cultural dos yanomami que, com paciência e generosidade, lhe ensinaram a sua língua. Carlo Zacquini é natural de Vercelli, Itália, tem 82 anos e é irmão missionário da Consolata desde 1957. Em fevereiro de 1965 foi para o Brasil, com a incumbência de montar uma escola Profissional e ali dar aulas. Em maio do mesmo ano teve contato com um grupo de indígenas yanomami isolados e três anos depois passou a trabalhar no meio deles. Foi, em 1978, um dos fundadores da Comissão pela Criação do Parque Indígena Yanomami (CCPY). Foi também coordenador, por vários mandatos, da Pastoral Indigenista da diocese de Roraima. Neste momento, está a tratar da criação de um Centro de Documentação Indígena, em Boa Vista.