apesar da insegurança e da desconfiança das populações continuarem a dificultar o combate à doença no terreno, as autoridades sanitárias estão confiantes que a epidemia está prestes a ser controlada
apesar da insegurança e da desconfiança das populações continuarem a dificultar o combate à doença no terreno, as autoridades sanitárias estão confiantes que a epidemia está prestes a ser controladaMais de um ano depois de ter sido declarada, a epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDC) começa a dar os primeiros sinais de abrandamento e a expectativa é que possa ser dada como terminada num curto espaço de tempo, assegura uma equipa dos Médicos sem Fronteiras (MSF) que esteve em missão no país. Neste momento, os números das últimas semanas mostram que a epidemia está em recessão. Os números de casos confirmados a cada semana tendem a diminuir bastante, disse à agência Lusa o responsável de logística da organização, Luís Medina, manifestando-se esperançado que, num curto espaço de tempo, o surto pode ser dado como terminado. a médica Cecília Hirata, que geriu as equipas de apoio médico em quatro centros de atendimento médico na região de Ituri, sublinhou a importância do trabalho realizado com as comunidades para o sucesso da missão. Os acessos difíceis, os conflitos armados e a desconfiança das populações em relação às equipas de saúde foram as principais dificuldades relatadas pelos profissionais dos MSF. Há uma situação de segurança bastante tensa. Não é todos os dias que podemos ir a todos os locais por causa da segurança, assinalou Luís Medina, explicando que as populações nas zonas afetadas pela epidemia têm maior conhecimento da doença e das formas de transmissão, mas mantêm uma desconfiança muito grande em relação aos serviços de saúde. a atual epidemia de ébola no leste do Congo foi declarada em agosto de 2018 e está a afetar zonas remotas e com vários conflitos nas províncias do Kivu Norte, Kivu Sul e Ituri. até ao momento foram registadas 2. 185 mortes em 3. 274 casos identificados, de acordo com as autoridades congolesas.