Delegados de toda a Europa estiveram reunidos em Malta para analisar o estado da liberdade no sistema de ensino, no contexto europeu
Delegados de toda a Europa estiveram reunidos em Malta para analisar o estado da liberdade no sistema de ensino, no contexto europeuReunidos em assembleia Geral do Comité Europeu do Ensino Católico (CEEC), os líderes das instituições de ensino católico, fizeram o balanço do estado da liberdade no sistema de ensino e denunciaram o que consideram ser uma tentação do Estado de secularizar a sociedade o que levará à construção de uma realidade unívoca. a realidade das escolas católicas da Europa é bastante heterogénea. Temos situações de parcerias muito interessantes, mas vemos, com algum receio, o surgimento de um conjunto de políticas estatais que, ao serem aplicadas, vão impedir diferentes narrativas na sociedade, denunciou Fernando Magalhães, presidente da associação Portuguesa de Escola Católicas (aPEC) ao portal Educris. Para o responsável, a aposta dos pais e dos alunos numa educação diferenciada é crescente por todo o continente e diametralmente oposta ao que apelidou de um ambiente de constrangimento à liberdade de educação que também se sente em Portugal. Se olharmos para o modo como o Estado geriu a questão dos contratos de associação e como olha para a existência de parceiros não estatais no ensino percebemos o que se está a passar, sublinhou. Segundo Fernando Magalhães, é urgente uma reflexão aprofundada sobre a liberdade da educação, de forma a garantir, no futuro, a existência de narrativas sociais diferenciadas que se constituem como um enriquecimento da sociedade e não um empobrecimento que será gerado pelo monopólio de um Estado que deseja e obriga a aprendizagem dentro de um quadro ideológico comum. Na 94a assembleia Geral da CEEC foi ainda apresentado um projeto de Referencial de Formação para Diretores e Professores das escolas católicas na Europa e analisada a convocatória do Papa Francisco para o Pacto Educativo Global que Roma vai receber em maio de 2020.