Grupo de especialistas em direitos humanos apela à comunidade internacional que aumente a sua vontade Política para honrar as promessas feitas há 25 anos, na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento
Grupo de especialistas em direitos humanos apela à comunidade internacional que aumente a sua vontade Política para honrar as promessas feitas há 25 anos, na Conferência Internacional sobre População e DesenvolvimentoChegou a hora dos líderes mundiais honrarem as promessas feitas há 25 anos e renovarem os compromissos com os direitos das mulheres, declarou um grupo de 24 especialistas em direitos humanos das Nações Unidas, na abertura da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, que teve início esta terça-feira, 12 de novembro, em Nairobi, no Quénia. Numa nota enviada aos chefes de Estado, ministros, deputados e representantes da sociedade civil que participam no encontro, os relatores especiais enaltecem o importante progresso conseguido nesta área desde o primeiro encontro, em 1994, mas advertem que o mundo está longe de cumprir a promessa feita nessa reunião. Nesse sentido, apelam para que os direitos das mulheres sejam colocados no centro dos debates políticos e que as mulheres e meninas sejam envolvidas nas decisões. Sem respeitar e proteger os direitos humanos das mulheres e o empoderamento e a tomada de decisões sobre seus próprios corpos e vidas, não será alcançado o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável sobre igualdade de género, sublinham os especialistas, dando como exemplos o facto de mais de 800 mulheres continuarem a morrer diariamente devido a causas evitáveis relacionadas com a gravidez e com o parto, ou o casamento infantil que continua a levar à gravidez na adolescência e à exclusão de meninas do emprego.