Sistema recolhe informações sobre as vítimas, os tipos de abusos que enfrentaram, os procedimentos adotados pelos tribunais e os perfis dos traficantes
Sistema recolhe informações sobre as vítimas, os tipos de abusos que enfrentaram, os procedimentos adotados pelos tribunais e os perfis dos traficantes a Organização Internacional para as Migrações (OIM), em parceria com o Ministério da Justiça do Senegal e o Diretório de assuntos Penais e amnistia, criou a primeira base de dados legais sobre casos de tráfico de seres humanos no país africano, uma das principais zonas de origem, trânsito e destino de migrantes da África Central e Ocidental, propícia à atividade das redes de tráfico. a recolha de dados é essencial para combater o tráfico de pessoas já que permite um melhor acompanhamento dos sobreviventes ao delito e pode facilitar a investigação e a incriminação dos seus autores, explicou Clara Perez, funcionária da OIM no Senegal, acrescentando que o sistema prevê o armazenamento de informações sobre as vítimas, os tipos de abusos que enfrentaram e os perfis dos traficantes. O ano passado, segundo dados da ONU, cerca de 1. 100 migrantes senegaleses que tentaram chegar à Europa foram identificados como vulneráveis ao tráfico de pessoas na Líbia. a mendicidade forçada é a forma mais comum usada pelos traficantes, que também sujeitam as jovens vítimas aos serviços domésticos, trabalhos forçados em minas de ouro e à exploração sexual. apesar dos esforços para identificar e assistir os que conseguiram sobreviver a este flagelo, as autoridades senegalesas têm enfrentado vários obstáculos, como a falta de dados sobre as vítimas e os traficantes, ou a fragilidade dos sistemas de comunicação que dificulta a troca de informações entre as várias instituições envolvidas na luta contra o tráfico humano.