Comissão já está a trabalhar as propostas apresentadas no encontro sinodal para apresentar o documento final a votação. Na reta final do Sínodo, saiu um forte apelo à responsabilidade pessoal no cuidado com a Casa Comum

Comissão já está a trabalhar as propostas apresentadas no encontro sinodal para apresentar o documento final a votação. Na reta final do Sínodo, saiu um forte apelo à responsabilidade pessoal no cuidado com a Casa Comum
O sofrimento dos povos amazónicos e os consequentes riscos para o planeta estiveram em destaque na conferência de imprensa da última terça-feira, 22 de outubro, sobre o Sínodo para a amazónia, de um saiu também um forte apelo à responsabilidade de cada um na proteção da Casa Comum. Segundo o secretário da Comissão para a Informação, padre Giacomo Costa, os secretários especiais começam esta quarta-feira, 23, a trabalhar na versão final das conclusões do encontro sinodal, para apresentação à votação dos participantes. Neste trabalho contam com a ajuda de especialistas e elementos da Comissão de Informação. Convidada a dar o seu testemunho no encontro com os jornalistas, a coordenadora nacional do Movimento das Vítimas de Barragens, Judite da Rocha, proveniente do Brasil, falou sobre o impacto da chegada das barragens hidroelétricas nas regiões amazónicas e dos prejuízos que causam às populações locais, aos rios e à natureza em geral. Já o arcebispo de Trujillo, Héctor Miguel Cabrejos Vidarte, presidente da Conferência Episcopal Peruana e presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELaM), recordou o amor de São Francisco de assis pela natureza, retomado também pelo Papa Francisco na Laudato si, e exortou a uma reflexão sobre a dignidade do ser humano. Não é preciso falar desses temas como se dissesse respeito somente à amazónia. Trata-se de um chamamento a uma fraternidade universal, afirmou. Todos somos responsáveis pela nossa Casa Comum e ninguém pode dizer: “Não tenho nada a ver com isso”, sublinhou por sua vez o arcebispo de Kinshasa, cardeal Fridolin ambongo Besungu, lembrando que a falta de ação significa colaborar com o perigo. Centrando o seu discurso no problema das alterações climáticas, o bispo de Paramaribo, Karel Martinus Choennie, apelou à mudança de estilos de vida e à criatividade do poder político para se encontrarem soluções para a destruição da floresta originária. Se o desmatamento na amazónia aumentar apenas cinco por cento, haverá um efeito devastador e irreversível, alertou o prelado.