Mais de 1,7 mil milhões de mulheres em todo o mundo enfrentam restrições legais sobre os trabalhos que têm autorização para desempenhar. as mulheres fazem uma média diária de mais 2,7 horas do que os homens de trabalho não pago
Mais de 1,7 mil milhões de mulheres em todo o mundo enfrentam restrições legais sobre os trabalhos que têm autorização para desempenhar. as mulheres fazem uma média diária de mais 2,7 horas do que os homens de trabalho não pagoNa sua primeira intervenção nos Encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos da américa, a nova diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, exigiu uma maior inclusão de mulheres nos mercados de trabalho, alertando que quando um país ignora parte das suas capacidades enfraquece o desempenho económico. Segundo a responsável, as sociedades não podem atingir objetivos de desenvolvimento sustentável sem incluir a totalidade das mulheres na força de trabalho, a começar pela educação e acesso igual ao financiamento e recursos. E, atualmente, mais de 1,7 mil milhões de mulheres em todo o mundo enfrentam restrições legais sobre os trabalhos que têm autorização para desempenhar. Num estudo publicado pelo FMI, os especialistas concluem que se o trabalho não remunerado fosse contado nas estatísticas económicas, o Produto Interno Bruto mundial iria aumentar em 35 a 40 por cento. Neste tipo de trabalho não remunerado incluem-se as tarefas domésticas, os cuidados às crianças ou idosos, limpezas, cozinha e também a agricultura de subsistência. Kristalina Georgieva considera que todas as pessoas podem beneficiar da inclusão de mulheres nos locais de trabalho, sendo elas consideradas menos corruptas, com mais modéstia e mais dirigidas para o bem comum do que para o egoísmo, assim como estão mais dispostas a pôr mais esforço para a conclusão de um objetivo, e incita as mulheres a nunca aceitarem salários menores do que os dos colegas homens.