Imagens de capturas e execuções postas a circular nas redes sociais preocupam responsáveis das Nações Unidas. Estima-se que cerca de 160 mil pessoas tiveram que fugir por causa dos bombardeamentos
Imagens de capturas e execuções postas a circular nas redes sociais preocupam responsáveis das Nações Unidas. Estima-se que cerca de 160 mil pessoas tiveram que fugir por causa dos bombardeamentosOs líderes de várias agências das Nações Unidas estão a seguir com grande preocupação os efeitos das operações militares da Turquia contra combatentes curdos no nordeste da Síria, devido aos relatos de capturas e execuções, à morte de civis e à fuga em massa de milhares de pessoas. Uma estimativa da agência da ONU de assistência Humanitária (OCH a na sigla em inglês) aponta para cerca de 160 mil deslocados, sobretudo nas cidades de Ras al-ayn e Tal abyad. Existem ainda preocupações acrescidas com as 13 mil pessoas que vivem no campo de deslocados de Ein Issa, perto de onde ocorreram confrontos e bombardeamentos no início da semana. O porta-voz do alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, disse, por sua vez, que a sua agência recebe todos os dias relatos de vítimas civis de ataques aéreos, terrestres e de franco atiradores, aludindo à existência de vídeos de aparentes execuções sumárias realizadas por combatentes do grupo armado ahrar al-Sharqiya, que estaria associado à Turquia. Nessas imagens, os combatentes teriam filmado a captura e a execução de três prisioneiros curdos em al-Hassakeh. Para tentar minimizar os efeitos do conflito, o Programa alimentar Mundial (PaM) está a fornecer ajuda a 83 mil pessoas que fugiram das cidades mais atingidas e está preparada para chegar a cerca de 450 mil pessoas com pacotes de alimentos prontos para consumo. Entretanto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), aconselhou os países a repatriarem os seus cidadãos o mais rápido possível, para que possam ser protegidos.