índice europeu revela que o país subiu sete lugares na classificação, desde 2005, e tem estado a evoluir a um ritmo mais acelerado do que a média dos países da União Europeia
índice europeu revela que o país subiu sete lugares na classificação, desde 2005, e tem estado a evoluir a um ritmo mais acelerado do que a média dos países da União EuropeiaOs dados mais recentes do Índice sobre Igualdade de Género, revelados esta terça-feira, 15 de outubro, pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE, na sigla em inglês), colocam Portugal na 16a posição da lista, sete lugares acima do registado em 2005. O nosso país obteve um total de 59,9 pontos, em 100 possíveis, mais 10 pontos do que em 2005 e mais 3,9 do que em 2015. apesar destes resultados estarem 7,5 pontos abaixo da média europeia, o EIGE destaca que os portugueses têm estado a evoluir a um ritmo mais acelerado do que a média da União Europeia. a evolução mais acentuada entre 2015 e 2017 verificou-se na área do poder, com a introdução de uma quota para candidatos legislativos do sexo feminino. ainda assim, as classificações de Portugal nas seis áreas avaliadas (trabalho, dinheiro, conhecimento, tempo, poder e saúde) ficam sempre abaixo da média europeia. Olhando para a área da saúde, onde Portugal obtém a classificação mais elevada entre as seis áreas, com 84,5 pontos, o instituto europeu diz que aqui não houve alterações significativas desde 2005, registando-se apenas mais 0,9 pontos do que em 2015. De acordo com o EIGE, a satisfação em relação à saúde aumenta segundo o nível de educação de cada pessoa e diminui em proporção à idade, destacando que Portugal tem o terceiro nível mais baixo de satisfação com a saúde na União Europeia. O relatório, citado pela agência Lusa, destaca ainda que a violência contra as mulheres é uma consequência e uma causa de persistentes desigualdades de género em todas as áreas descritas e EIGE estima que entre cinco a 23 por cento das 5. 835 raparigas migrantes que vivem em Portugal estejam em risco de serem excisadas. Por outro lado, houve registo de 58 mulheres vítimas de tráfico de seres humanos.