Estudo promovido por organização não governamental revela que a maioria das jovens adolescentes que engravidam em sete países africanos são vítima de violência e de abusos sexuais
Estudo promovido por organização não governamental revela que a maioria das jovens adolescentes que engravidam em sete países africanos são vítima de violência e de abusos sexuaisUma investigação desenvolvida pela organização não governamental World Vision, a partir da recolha de centenas de testemunhos, concluiu que grande parte das gravidezes em adolescentes em sete países africanos são resultado de situações de violência e abusos, frequentemente praticados por adultos maiores, e que as taxas de matrimónio infantil e exploração sexual continuam elevadas. as crianças e mães entrevistadas confirmaram que os índices de violações, casamentos precoces e trabalho sexual infantil são espantosamente altos, e os menores revelaram estar conscientes de que a pobreza comporta mais risco para as meninas, já que a situação económica as obriga a manter relações sexuais com homens maiores a troco de dinheiro para poderem alimentar-se ou ir à escola. Um dos principais receios da organização em relação a este tema é que a maior parte das meninas não regresse à escola depois de darem à luz os seus filhos, o que as faz perder oportunidades para melhorar a qualidade de vida. Por outro lado, as mães mais jovens têm mais possibilidades de sofrer complicações na gravidez, o que põe em risco as suas vidas. Não se está a fazer o suficiente para fazer cumprir as leis e pôr fim às práticas nocivas que aumentam a vulnerabilidade das meninas, alertou a assessora de Género e Inclusão da World Vision, Barbara Kalimi-Phiri.