aumento do número de guerrilheiros que pretendem largar as armas é encarado como um sinal positivo e um incentivo para as partes prosseguirem no caminho do diálogo e reconciliação
aumento do número de guerrilheiros que pretendem largar as armas é encarado como um sinal positivo e um incentivo para as partes prosseguirem no caminho do diálogo e reconciliaçãoO Grupo de Contacto nas negociações entre o governo moçambicano e o principal partido da oposição (RENaMO) congratulou-se recentemente com os avanços registados no desarmamento ao abrigo do acordo de Paz assinado entre as duas partes, reiterando que o diálogo deve continuar para que ninguém inviabilize a paz em Moçambique. Incentivamos todos os lados a continuarem o caminho que foi estabelecido e a não permitir que ninguém inviabilize a paz em Moçambique, reiteramos o apoio da comunidade internacional a esse processo e enfatizamos a sua importância para o futuro desenvolvimento e prosperidade do país, referem os responsáveis do grupo, em comunicado. De acordo com o documento, o registo de combatentes está em curso na Gorongosa e Dondo, e a existência de cada vez mais guerrilheiros a largarem as armas no âmbito do processo de paz é um sinal positivo, além de um incentivo para as partes permanecerem no caminho do diálogo e reconciliação. Não há lugar para violência ou ameaças no futuro do país, destaca o Grupo de Contacto. O acordo de Paz e Reconciliação para Moçambique foi assinado no passado dia 6 de agosto, entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENaMO), Ossufo Momade. apesar de as hostilidades entre as partes terem cessado em dezembro de 2016 e de a paz ter sido formalmente subscrita através dos acordos de agosto, um grupo da RENaMO que contesta a liderança do partido permanece entrincheirado nas matas, exigindo uma renegociação do acordo e ameaçando fazer voltar a guerra caso o governo se recuse.