Missionários e missionárias procuram propostas para inovar no trabalho missionário, à luz de um mundo em constante mutação. Pedida ousadia e criatividade e, sobretudo, muita esperança no futuro
Missionários e missionárias procuram propostas para inovar no trabalho missionário, à luz de um mundo em constante mutação. Pedida ousadia e criatividade e, sobretudo, muita esperança no futuroÉ a missão que faz a Igreja, e não a Igreja que faz a missão. Estas palavras, ditas pelo padre antónio Rovelli, conselheiro regional do Instituto Missionário da Consolata (IMC), foram repetidas na manhã deste sábado, 5 de outubro, como uma espécie de mote, para os trabalhos da assembleia Nacional da Família Missionária da Consolata, que se iniciaram em Fátima. É pela missão que estamos aqui reunidos, como uma verdadeira família. Uma família que se reúne, que se encontra, que olha cara a cara para pensar no futuro, afirmou o padre Bernard Obiero, conselheiro regional e representante da delegação portuguesa do IMC na recém-criada Região Europa. Na sessão de abertura do encontro, em que participam os missionários e missionárias da Consolata em Portugal e os representantes dos vários grupos pertencentes à Família Missionária da Consolata, o sacerdote recordou que muita coisa mudou desde a última assembleia, pelo que o importante agora é analisar essas mudanças e encontrar a melhor forma das enfrentar. Não vamos olhar só para o passado. Estamos aqui também para sonhar, para vermos o que podemos fazer hoje na missão, nas nossas famílias, nas nossas comunidades, sublinhou Bernard Obiero, destacando também o facto de este ano se celebrarem os 75 anos de presença da Consolata em Portugal. Esta celebração, assim como as respostas dadas pelos grupos a um questionário preparatório da assembleia, serviram de inspiração para a elaboração de uma instalação artística, da autoria de Paulo Rocha, que foi colocada à entrada do auditório do Centro allamano, onde decorrem os trabalhos. a obra, criada em forma de cascata, sugere um percurso fluvial, com nascente na Nossa Senhora da Consolata, passagem pelo fundador do IMC, beato José allamano, e pelo fundador da Consolata em Portugal, padre João De Marchi, e que vai desaguar nas diversas comunidades espalhadas pelo país. a navegar estão os barcos representativos de todos os grupos. E na paisagem podem ainda ver-se algumas ilhas desertas, que são sinal de esperança, de que o Instituto pode continuar a crescer, explicou o autor. Foi também a partir deste trabalho que o Superior Regional da Europa, padre Gianni Treglia, lembrou aos presentes que quem ama abre-se, caminha para fora de si, tornando-se presença de Deus e uma inspiração para a missão.