Numa mensagem dirigida ao povo haitiano, os prelados pedem aos funcionários estatais que assumam as suas responsabilidades para o bom funcionamento das instituições e exortam a população a não se resignar
Numa mensagem dirigida ao povo haitiano, os prelados pedem aos funcionários estatais que assumam as suas responsabilidades para o bom funcionamento das instituições e exortam a população a não se resignarHá violência mais atroz que é viver constantemente na insegurança?, perguntam os bispos do Haiti, numa mensagem ao povo haitiano, a propósito da situação difícil que atravessa o país, com cada vez mais grupos de manifestantes a sair à rua para protestar contra o aumento do custo da gasolina ou a falta de água em muitos distritos da capital. Os líderes atuais, apesar dos nossos repetidos alertas nos últimos dois anos, continuam surdos, comprometidos em administrar o seu poder, privilégios e interesses viciados. Nenhum povo deve aceitar a miséria, a pobreza e a violência de forma resignada, refere o documento da Conferência Episcopal, citada pela agência Fides. a tomada de posição dos bispos surge na sequência da violência que se tem registado nas últimas semanas, nas ruas da capital, devido aos sucessivos protestos populares. Na sequência destas manifestações, a sede da Cáritas Haiti, na cidade de Les Cayes, foi invadida por grupos violentos, que deixaram um rasto de destruição. Os manifestantes levaram tudo do armazém, roubaram as motorizadas, partiram as janelas e furaram os pneus dos veículos. O saque durou mais de uma hora e em nenhum momento interveio a polícia. Roubaram tudo. Estamos consternados, testemunhou a coordenadora da Cáritas, Edrice Muscadin.