Comunidades cristãs desafiadas a mostrar como é possível viver o acolhimento, a proteção, a integração e a promoção, com os refugiados e migrantes que chegam a Portugal
Comunidades cristãs desafiadas a mostrar como é possível viver o acolhimento, a proteção, a integração e a promoção, com os refugiados e migrantes que chegam a Portugal a diretora da Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM) convoca as comunidades cristãs a mostrarem que é possível viver o acolhimento, a proteção, a integração e a promoção, com os refugiados e migrantes, numa mensagem a propósito do Dia Mundial do Migrante e Refugiado, que a Igreja Católica assinala este domingo, 29 de setembro. Temos um mandato evangélico que fala do acolhimento, que nos fala da proteção, que nos diz que em todas as nações há discípulos de Cristo, por aí começa o primeiro mandato, afirmou Eugénia Quaresma à agência Ecclesia, sublinhando que, ao cuidar dos migrantes e refugiados, cada pessoa também cuida de si e dos seus medos. Segundo a diretora da OCPM, o movimento migratório já é a denúncia que alguma coisa não está bem, mas depois pode ser positivo e uma oportunidade de crescimento. Há vários motivos e cabe a nós perceber quem é que temos ao lado e por que razões, e vamos perceber olhando, escutando e compreendendo as razões. Olhando para os migrantes e refugiados como irmãos e irmãs, como pessoas que nos podem ajudar a construir uma sociedade melhor, as coisas mudam. Para Eugénia Quaresma, em Portugal as notícias sobre este tema mostram boas políticas, escritas no papel, mas o problema está na prática, na morosidade dos serviços que vão criando dificuldades acrescidas aos cidadãos de outras terras. Por isso, recorda às comunidades cristãs a necessidade de abertura a quem chega de novo, o que permite não ficar tão presos à estrutura, com a ajuda de rostos novos, experiências novas de viver a fé.