Crise na Venezuela obriga a população a abandonar o país em busca de sobrevivência. Nas cidades brasileiras de Pacaraima e Boa Vista, milhares de venezuelanos encontram-se em condições extremamente precárias
Crise na Venezuela obriga a população a abandonar o país em busca de sobrevivência. Nas cidades brasileiras de Pacaraima e Boa Vista, milhares de venezuelanos encontram-se em condições extremamente precárias Estima-se que cerca de quatro milhões de venezuelanos já migraram para o exterior, e mais de 50 mil estão em Roraima, no Brasil, mas apenas cerca de 6. 500 vivem nos 13 abrigos criados para os acolher. Muitos vivem nas ruas, nos arredores da Estação Rodoviária, em casas alugadas e em pelo menos 15 acampamentos provisórios, dois deles com mais de 600 pessoas cada. a Igreja Católica tem estado presente no acolhimento desde o início, contando com o apoio da Equipa Itinerante dos Missionários da Consolata, que trabalha em Boa Vista, desde maio de 2018. a prioridade são as pessoas mais vulneráveis e indígenas moradores no espaço Ka Ubanoko, (dormitório na língua indígena warao) um complexo desportivo abandonado que foi ocupado no início do mês de março por mais de 600 venezuelanos, entre os quais, 350 indígenas da etnia Warao e E”nepa, e 250 não-indígenas. as crianças são cerca de 250. No trabalho com os imigrantes, os missionários estão focados na alimentação dos menores, de seis a 15 anos, do Ka Ubanoko. a ação consiste em oferecer dois almoços por semana acompanhados de formação humana, cultural e higiene. as crianças até aos cinco anos também começaram a receber alimentação complementar providenciada pela Pastoral da Criança. as refeições são preparadas por um grupo de voluntários venezuelanos, mas para assegurar os bens alimentares, os religiosos estão a apelar à solidariedade das paróquias, grupos, movimentos, amigos e benfeitores. É uma oportunidade para intensificar o espírito missionário para além da nossa comunidade, realçam os missionários.