No rescaldo da visita do Papa Francisco a Moçambique, Madagáscar e Maurícias, bispo português considera que o Pontífice deixou «boas orientações» à Igreja Católica para promover o combate à corrupção em África
No rescaldo da visita do Papa Francisco a Moçambique, Madagáscar e Maurícias, bispo português considera que o Pontífice deixou «boas orientações» à Igreja Católica para promover o combate à corrupção em África O bispo português José alfredo Caires, que trabalha em Madagáscar há quase 40 anos, fez um balanço positivo da recente viagem do Papa Francisco ao continente africano, destacando o facto de ter deixado boas orientações à Igreja Católica para promover o combate à corrupção e de recordar aos africanos que podem ter um futuro melhor se souberem aproveitar os valores culturais e a fé. Um dos aspetos que nos apercebemos nesta viagem do Papa Francisco a África foi a sua preocupação em repetir que os africanos têm possibilidades de ter um futuro melhor se souberem aproveitar os valores culturais e a sua fé, afirmou o prelado à agência Lusa. O missionário dehoniano, bispo em Madagáscar há 19 anos, realçou ainda as boas orientações deixadas pelo Pontífice para o trabalho contra a corrupção, nos diversos modos em que ela se apresenta, fazendo respeitar os direitos do povo e o recado deixado sobretudo à Igreja Católica, para que esteja mais próxima do povo, nas suas ações concretas: ensino, saúde e desenvolvimento integral, sem criar somente carapaças, dizendo que está com os pobres. O país sofre de uma epidemia que não lhe dá a possibilidade de avançar: a corrupção. Uma corrupção que está em todos os setores da sociedade, e em relação à qual todos devem estar atentos para não se deixarem levar, reforçou José alfredo Caires, considerando que a visita apostólica deu um novo rumo à vida de igreja em Madagáscar e, sem dúvida, veio ajudar a uma nova consciência social em todas as camadas sociais, mesmo nos não crentes. a viagem do Papa Francisco correu bastante bem, e povo foi convidado a ir para a frente com coragem e esperança neste país maravilhoso com mil possibilidades naturais e culturais, mesmo que a vida atualmente em Madagáscar esteja numa situação de grande pobreza e alguma insegurança alimentar, concluiu o bispo português.