Organização apresentou um plano com várias recomendações para melhorar a segurança dos locais de culto e diz contar com a cooperação dos Estados-membros para evitar a propagação do ódio
Organização apresentou um plano com várias recomendações para melhorar a segurança dos locais de culto e diz contar com a cooperação dos Estados-membros para evitar a propagação do ódioO secretário-geral das Nações Unidas, antónio Guterres, apresentou esta semana um Plano de ação para Salvaguardar Locais Religiosos, salientando que os locais de culto devem ser refúgios seguros para reflexão e paz, e não locais de derramamento de sangue e terror. a ideia de criar este plano surgiu em março, após o ataque a uma mesquita em Christchurch, na Nova Zelândia. Para que ficasse o mais completo possível, o alto representante da aliança das Civilizações, Miguel Moratinos, responsável pelo projeto, reuniu-se com governos, líderes e organizações religiosas, sociedade civil, jovens, membros da comunicação social e setor privado para recolher opiniões. No final, surgiu um documento orientado para resultados que possam fornecer melhor preparação e resposta a possíveis ataques contra locais religiosos, embora o sucesso desta estratégia dependa sempre da sua implementação e do compromisso de todas as partes interessadas, em particular dos Estados-membros, sublinhou Moratinos. Falando a jornalistas depois da apresentação, antónio Guterres disse que quando locais religiosos são atacados, são atacados os próprios pilares da sociedade. O ódio é uma ameaça para todos e, por isso, combatê-lo deve ser um trabalho para todos, prosseguiu o líder da ONU, recordando o aumento dos discursos de ódio contra grupos religiosos, migrantes, refugiados e minorias, as afirmações de supremacia branca e o ressurgimento da ideologia neonazi.