amazónia brasileira já perdeu quase 20 por cento da sua vegetação original, uma área equivalente a todo o território francês. Pecuária quadruplicou a taxa de ocupação nas últimas três décadas
amazónia brasileira já perdeu quase 20 por cento da sua vegetação original, uma área equivalente a todo o território francês. Pecuária quadruplicou a taxa de ocupação nas últimas três décadasO desmatamento e as queimadas usadas para abrir pastos para a pecuária extensiva, estão a causar a perda de biodiversidade na amazónia brasileira, e a contribuir para a degradação dos solos, que levarão décadas para se regenerar. Segundo dados de uma plataforma que recolhe dados de investigadores e organizações ambientais, nas últimas três décadas a pecuária praticamente quadruplicou a sua superfície na bacia amazónica, de 14 milhões, para 53 milhões de hectares. Muitos dos pastos criados através do derrube da floresta, porém, são abandonados poucos anos depois, devido à pobreza do solo, que se explica especialmente pela carência de matéria orgânica e fósforo, um elemento-chave para as atividades agropecuárias. Em 2015, um investigador conclui que quase metade dos pastos na amazónia estão degradados ou em processo de degradação, o que os tornará improdutivos. Por outro lado, o desmatamento gera impacto também na biodiversidade amazónica. Há muitas espécies da amazónia que ainda não conhecemos. O desmatamento da floresta é uma perda enorme de património e de possíveis novos alimentos, materiais e remédios, adverte Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.