Cursos para esteticistas e cabeleireiros capacitam duas dezenas de rapazes e raparigas em paróquia onde 85 por cento da população vive mergulhada na pobreza extrema. a maioria das formandas são mães solteiras que não tiveram oportunidade de estudar
Cursos para esteticistas e cabeleireiros capacitam duas dezenas de rapazes e raparigas em paróquia onde 85 por cento da população vive mergulhada na pobreza extrema. a maioria das formandas são mães solteiras que não tiveram oportunidade de estudar Criada em finais de 2017 pelo bispo da diocese de Buenaventura, a paróquia de San Martin de Porres, na Colômbia, está confinada a cinco bairros e tem cerca de 20 mil habitantes. a esmagadora maioria da população (perto de 85 por cento) vive numa situação de pobreza extrema, uma realidade que afeta sobretudo as mulheres e os jovens, que acabam na prostituição, na delinquência ou na indigência. através da pastoral juvenil, os missionários da Consolata que ali trabalham, tentam consciencializar as camadas mais jovens para os perigos da vida errante, através de conversas, encontros, danças e teatros. Porém, sentem que é necessário fazer muito mais para lhes dar ferramentas que permitam um maior empreendedorismo e uma maior capacitação para a entrada no mercado de trabalho. Foi neste contexto que surgiu o projeto de formação para esteticistas e cabeleireiros, que envolveu 10 rapazes e 10 raparigas. Depois de formados, os jovens, além de poderem exercer uma profissão, ficam habilitados também para replicar os conhecimentos por outros jovens. Isto graças à contribuição de um doador privado italiano, que financiou o projeto com 3. 400 euros. O objetivo geral da formação foi alcançado na totalidade no que consideramos ser a fase inicial, e a maior conquista foi a capacitação de 20 jovens em pedicure, manicure e cabeleireiro, que com a mesma formação poderão agora partilhar o conhecimento com outros jovens, explica o padre Lawrence Ssimbwa, coordenador do projeto. O missionário destaca ainda o facto da maioria das raparigas selecionadas para o curso terem sido mães jovens, que tiveram os seus bebés em idade precoce, ficaram privadas do acesso à escola, não tiveram oportunidades de trabalho e viviam em situação de pobreza. Depois de uma minuciosa análise, foram escolhidas as mais necessitadas, entre as várias que manifestaram interesse em fazer parte deste projeto, esclarece o sacerdote.