Projeto desenvolvido num dos Municípios mais carentes da periferia da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, utiliza a música e a dança para proporcionar o equilí­brio psicológico e espiritual entre os mais novos
Projeto desenvolvido num dos Municípios mais carentes da periferia da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, utiliza a música e a dança para proporcionar o equilí­brio psicológico e espiritual entre os mais novos Partindo do princípio de que a música e a dança são fundamentais para o desenvolvimento psicológico e espiritual dos jovens, os missionários da Consolata que trabalham na paróquia Nosso Senhor do Bonfim, na diocese brasileira de Nova Iguaçu, criaram um projeto de formação musical e de expressão corporal para ajudar os adolescentes a descobrirem a sua própria vocação, a encontrarem o gosto por uma profissão e a desempenharem um papel digno na sociedade. a paróquia está inserida no município de Japeri, um dos mais carentes das periferias do Rio de Janeiro, onde a maioria dos habitantes tem um rendimento inferior a um quarto do salário mínimo nacional e um terço das pessoas não tem instrução ou tem o ensino fundamental incompleto. a realidade social em que vivem os jovens é de exclusão, desemprego, moradia precária e baixos rendimentos, um facto que gera violência e insegurança nas comunidades.como as manifestações populares através da dança, das festas folclóricas, das músicas, comida, cantigas, mitos, crenças e religião são uma possibilidade de transformação do ser humano e de construção de liberdade, acreditamos que a experiência cultural e musical por meio da formação integrada, poderá ajudá-los a descobrir a sua própria vocação, explica o padre Jacques Kwangala, um dos coordenadores do projeto. a ideia foi bem acolhida pela comunidade e por um conjunto de benfeitores internacionais que, em conjunto, conseguiram angariar 5. 000 euros para a compra de diverso material, como flautas, guitarras, livros de referência para a formação, e para assegurar o transporte e o pagamento dos professores. as aulas tiveram início o ano passado, na Igreja Matriz de Japeri, e, segundo Jacques Kwangala, além de estarem a contribuir para valorizar a pluralidade cultural e a autoestima dos jovens locais, estão também a servir para reforçar o processo evangelizador que os missionários pretendem continuar a desenvolver no município fluminense.