Secretário-geral das Nações Unidas pede à comunidade internacional para ampliar as suas parcerias no continente africano e para favorecer os seus processos de paz e de desenvolvimento sustentável
Secretário-geral das Nações Unidas pede à comunidade internacional para ampliar as suas parcerias no continente africano e para favorecer os seus processos de paz e de desenvolvimento sustentávelÁfrica é um continente dinâmico de oportunidades onde os “ventos” da esperança estão cada vez mais fortes, afirmou esta semana antónio Guterres, secretário-geral da ONU, na sétima Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento africano (Ticad7), um evento que chega ao fim esta sexta-feira, 30 de agosto.
através deste encontro, Guterres pretende que a comunidade internacional amplie as suas parcerias com o continente africano. Para o secretário-geral das Nações Unidas, é crucial que se trabalhe de forma conjunta para esbater o fosso digital e para que sejam aproveitados os avanços tecnológicos em prol da prosperidade das economias africanas.
Segundo o responsável, o futuro sustentável de África está também dependente dos esforços coletivos para lidar com os efeitos das alterações climáticas. Guterres lamenta o facto dos países africanos estarem na linha de frente das consequências das alterações climáticas, apesar de pouco contribuírem para essa problemática.
O secretário-geral da ONU lembrou ainda que comunidade internacional deve compreender que o potencial do continente africano está também dependendente da paz e da estabilidade. Embora existam perspetivas promissoras de paz a longo prazo para o continente, o responsável recordou que os conflitos armados e o extremismo violento constituem um obstáculo significativo para o desenvolvimento sustentável regional.
a sétima Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento africano está a decorrer na cidade japonesa de Yokohama, com o lema Promoção do desenvolvimento de África através de pessoas, tecnologia e inovação. O evento conta com mais de 4,5 mil participantes e é organizado pelo governo japonês, com o apoio da ONU. Entre os participantes estão chefes de Estado e de governo, representantes de organizações internacionais, da sociedade civil e do setor privado.